3 de julho de 2009

crescidinhas

Não se pode economizá-las, essas meninas de hoje. Gastam-se milhões em suas educações. Elas fingem que aprendem, não desgrudam de seus iPods. Elas dão pros professores. São belas. Nós, jovens adultas, perguntamo-nos se já fomos tão belas quanto elas quando éramos meninas. Não fomos.

Não, deve-se pagar por elas. Uma Europa por cada uma, sem negociação. É pegar ou largar. Essas meninas vão estudar direito particular. Digo, direito público, escola particular. O pai é de esquerda, mas ela nunca entenderá. A mãe não entendeu e está com ele há vinte, contando com os seis meses de separação quando cada um foi comer umas putinhas.

Essas meninas vão tomar o mundo. Sábado elas vão fazer as unhas, quinta estragou, quanta ansiedade: 48h de unha lascada. Comprar acetona. Depois fazer teatro moderno. Não se pode desperdiçá-las. Estou planejando, planejando algum jeito de resgatar pelo menos uma ou duas. Elas vão ser chefes das coisas. Elas vão processar alguém na Maria da Penha. Elas são fortes, cara, tem que dar jeito.

Acho que esses meninos de hoje são a solução. Sim, eles sim. Impagáveis. São cheirosos, amorosos, dão tudo por suas mães. Drogados, não importa, eles se controlam. Os meninos são bons, as meninas não. Os meninos e seu amor é que há de salvá-las. Talvez eles enlouqueçam, mas, bá, este é o preço por tão fresco capital humano: as meninas de hoje.

3 comentários:

  1. Essa Thessa Terrestre... adoro!

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  2. Não tem muita coisa que bata as suas entradas triunfais.

    E é bem verdade que esses meninos, uma hora ou outra dão tudo por suas mamães, que constrangedor, eu bem que sei... Mas também é verdadeiro só essas meninas conhecem aquele jeito certo de abraçar o pai.

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  3. Ronan sabe tudo de Édipo.

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