6 de julho de 2009

friaca

É domingo, as tia fica de coração aberto. Domingo é Natal da semana. Faz figa com dedo do pé, ensinou a mãezinha. Fechou o sinal. Tô chegano. Abre as vista, um minuto. Mapeio os Sedan, quatro só aqui na da direita, é pra cá. Cambito foi pela esquerda. Hm, três vidro fechado, melhor aqui pelo meio, tô vendo ali um Fox com ma tia gorda com o bração pra fora. Ar-condicionado prejudica a distribuição do capital, aí. Venho vindo, venho pedindo pros outro, nada nada. Uma moedinha, meu senhor. Só pra ajudar. Deus te acompanhe. Acompanhe o cacete. Lá tá a tia gorda, vendo eu pegar merda nenhuma. Bom é assim, merda nenhuma, chega na tia gorda ela recompensa. Cincão. Bora lá, só mais um golzinho. Só estender a mão de boa, nem pedir com a boca, nego dá nada e a tia recompensa, fica com dó que ninguém deu, mora? Merda, o viado do golzinho me tasca três moedas de cinco. Merda. Sinal abriu, caralho, caralho, avanço pra tia gorda. Tia, só uma moedinha pra eu ir pra casa. Merda, gorda ruim, deu nada. Três minutos pra cherar enquanto passa os outro. Na próxima vem um Civic pretão, apostei com o Cambito. Passa aí, Cambito. Quanto? Quinze centavos, bicho. Viado é teu pai, feladaputa. Vou carregar mais cedo e te deixo aí na friaca. Amarelou do outro lado da rua, bora, bora, bora.

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