25 de outubro de 2012

sardenta

Primeira noite que vi teu fundo
Perguntei-me quantos mundos
Havia em quantos sistemas
solares - eras um céu divertido
Teu corpo nem de todo despido
Era quase recoberto de estrelas

Ai, pintas escuras aos centos
Ai, noite clara, corpo sardento
Tu és a dublê da Via Láctea,
Mulher! Então eu não pude
Recolher do vasto nude
Tanta melanina homeopática

Prometo-te: essa noite te conto
Uma a uma, ponto por ponto
Número exato dos teus astros negros
A menos que, do eclipse invertido
Surja lua avessa por onde um gemido
Vai me pedir que mantenha segredo

Nenhum comentário:

Postar um comentário