6 de novembro de 2012

chuva

A mim a chuva se parece em tudo ao amor
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Não gosto dela, senão de seus rastros
senão depois de ter acabado
De nada dela, senão do que fica - a temperatura amena
O cheiro de nada ao qual atribuímos ser de chuva
A sensação involuntária de paz

Que vem mesmo que não queiramos
E não é raro não querermos
Além do que toda poeira se assenta
Ao menos por alguns dias
E tudo, uma vez molhado
Pela chuva ou pelo amor

Pode vir a nascer
Não sendo interrompido
Por jardineiros ou abortos

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