13 de novembro de 2012

declaração

Ah, minha amiga, não conte
Ca sorte que nós pode não tê
Não conte cus fi aos monte
E os livro tudo por iscrevê
Não conte comigo, não conte
Pro caso possível deu morrer
Antes

Ah, minha amiga, não diga
Que tua admiração é maió
Meu amor por ocê dá fadiga
Sem ocê, creia, eu era uó
Desespero na chance que ocê siga
Choro cacomigo e dou até dó
Agora

Minha amiga, não suma
Minhalma não é confiante:
Ao contrário da tua, uma pluma
É planeta pesado, já errô bastante
Perambulou muito sem otra alguma
Na órbita do teu giro constante
Depois

da minha amiga, sem ela
Não sei nem pra onde eu vô
Ela mais eu é tanta querela
Que nós aprende a vivê; eu já tô
Esperano: espantaio sentinela
Nas portera que abri pra tantamor

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