14 de novembro de 2012

pra língua

Há livros que livram,
palavras que lavram,
silêncios que sulcam,
santos que não salvam.

Há gente que guente
e nós desatamos;
há mundos imundos
e outros tratando.

Há peles que apelam
e rezas roçando.
Há tal luz invisível
que vejo ventando.

Há verdade bem vesga
E mentira a sermos.
Há bagos de bagagem
em loucos que lemos!

Há mulher sem orifício
prum Chico sem choque.
Há tudo, nem tanto -
Exceção a reboque.

Mas para cada, a sacada
do sentido sem tino:
na língua nada míngua,
correm dez mil destinos...

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