29 de novembro de 2012

talha

Talha-me delicado, a faquinha em riste
Os olhos pregados nos meus
Mais a me precaver da dor que a me ameaçar

Talha-me com os olhos, que me esculpem
Dão-me as tuas margens
E me abençoam como, na verdade
São os fiéis que abençoam os santos

Talha-me ao averiguar quem sou
Nos cantos do que pareço:
Meus ângulos
Mas, por amor a Deus!
Avalia-me, com tuas mãos
Diz-me: sou boa ou não para teu toque

Detalha-me
E me destaca de toda visão

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