30 de dezembro de 2012

me gira

Me gira, meu caro
Que é raro tanta leveza
Na hora do sono

Me joga pra cima
Me mima, me chama de deusa
Ou de demônio

Me erra, meu bem
Que é zen, a gente disrfaça
Eu mesma me engomo

Me chama do que quiser
Que eu te chamo de zé,
De alaor, de antônio

Me come, me bebe
Digere: me faz seu nada
Me reduz ao hidrônio

Me puxa o cabelo,
Um apelo! Me faz de medusa
Em cada gorgônio

E lá pro fim, por amor
faz assim: me larga e
Me deixa sem dono

Que eu fico daquele jeito
No meu peito: sem rima
sem rima sem rima

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